Pesquisa indica que diplomas elevam salário de executivos - Monitor da Educação Corporativa
Pesquisa indica que diplomas elevam salário de executivos
E os MBAs não são mais diferenciais. Mas empresas esperam que mestres e doutores cheguem formados
Prêmio Teses de Destaque - USP
Acadêmicos no evento Teses de Destaque USP: diplomas elevam salário (Foto: Cecília Bastos - Jornal da USP)
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9 - out - 2014
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Por Paula Cabrera

A capacitação profissional com bons diplomas no currículo é mesmo a chave para o sucesso no mundo corporativo e para elevar o salário de executivos. Estudo feito pela Produtive – Carreira e Conexões, com base em uma amostra de cerca de 400 executivos recolocados no mercado nos primeiros sete meses deste ano e de 2013, apontou que uma minoria de 23% dos profissionais são apenas graduados. A folgada maioria (68%) tem uma ou mais pós-graduações. Já aqueles que exibem os títulos de mestre e doutor representaram 9% da amostra.

Na análise das remunerações desses executivos, verificou-se uma relação direta entre salário e nível de escolaridade. No primeiro nível de capacitação (até a graduação), a remuneração média foi de R$ 5.812. O grupo com uma pós-graduação apresentou uma média de R$ 9.306 de salário. Aqueles com mais de uma pós obtiveram a média de R$ 12.801. E o grupo no topo do nível de capacitação (mestrado e doutorado) atingiu a remuneração média de R$ 13.804.

Para Rafael Souto, CEO da Produtive, ter apenas um MBA hoje, não é mais o diferencial necessário para conseguir a vaga almejada e isso, segundo ele, não é motivo para surpresa. “Nos anos 80, o diferencial era ser graduado. Na década de 90, se sobressaía no mercado quem tinha uma especialização. Desde então, a educação executiva não parou de evoluir”, afirma.

Segundo ele, o diferencial hoje é ter um mestrado, feito em uma instituição renomada. “A pós-graduação, para o nível executivo, virou commodity. Para aumentar a trabalhabilidade, ou seja, a capacidade de se engajar em diferentes trabalhos, as pessoas perceberam que precisam investir em pós-graduações mais avançadas”, analisa Souto.

Segundo a pesquisa, os salários mais altos também não estão mais entre os profissionais com MBA. Quem faz mestrado ou doutorado ganha cerca de 48% a mais do que quem fez uma pós-graduação “lato sensu”; e mais que o dobro de quem tem apenas diploma de ensino superior.

De acordo com Souto, nos últimos três anos, as empresas se aproximaram das universidades e passaram a valorizar o conhecimento gerado por quem volta a estudar em busca do doutorado. “Ainda há um distanciamento entre as organizações e a academia, mas isso tem melhorado ano a ano”, diz.

Com isso, é cada vez maior o número de empresas que investe no pagamento desses cursos ao trabalhador, total ou parcialmente. “Há um amadurecimento de ambos os lados. Os profissionais, preocupados em gerir da melhor forma sua carreira, buscam diferenciação por meio de capacitações mais avançadas. Já as empresas passaram a valorizar não apenas a prática e a técnica, mas também a vida acadêmica e até a pesquisa”, para o CEO, a volta à universidade é vista hoje pelas empresas como uma maneira que ganhar um profissional cada vez mais diferenciado e competitivo, no entanto, ele destaca que as companhias hoje, em sua maioria, preferem pagar os cursos de MBA e especialização. “Elas esperam ocupar vagas de mestres e doutores com pessoas que já venham com isso do mercado”, aponta.

Do lado do profissional, o pagamento pelo doutorado pode compensar, e muito. Além da possibilidade de melhorar o salário na empresa, a volta aos bancos universitários é um plano B para a carreira. Os cursos de mestrado e doutorado são a porta de entrada para o mundo da Educação. “Esses profissionais passam a pensar que podem dar aulas em parte do tempo, sem atrapalhar sua carreira executiva”, conclui.

(Matéria publicada no Monitor da Educação Corporativa – www.monitor.org.br)

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