Pesquisa indica despreparo tecnológico - Monitor da Educação Corporativa
Pesquisa indica despreparo tecnológico
Mão de obra em empresas brasileiras não tem habilidade necessária para lidar com o avanço da tecnologia, diz pesquisa da Oxford Economics
Foto: Rafael Neddermeyer - Fotos Publicas
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16 - dez - 2014
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Menos da metade dos trabalhadores brasileiros (47%) têm amplo treinamento tecnológico em seu local de trabalho, e menos de um terço (32%) tem acesso à tecnologia de ponta. Essas são algumas conclusões sobre o Brasil do estudo Workforce 2020 – The Looming Talent Crisis, realizado pela Oxford Economics em conjunto com a empresa de tecnologia da informação SAP junto a 2.718 executivos e 2.872 empregados em 28 países, inclusive o Brasil. O objetivo da pesquisa é retratar as características atuais e as expectativas referentes ao mercado de trabalho no futuro próximo.

Segundo os pesquisadores, no Brasil, “as empresas e os trabalhadores não estão preparados para a crescente necessidade de habilidades tecnológicas”, que se vê no mundo empresarial. Além disso, o investimento das empresas está aquém do que seria desejado, pois chega a 56% apenas o percentual de executivos que afirmaram que suas empresas possuem cultura de educação continuada de seus funcionários.

A pesquisa também investigou quais são as maiores ameaças vistas pelos entrevistados para o crescimento nos próximos anos até 2020. A maior preocupação é com a dificuldade de recrutar profissionais com competências básicas (66%), seguida pela globalização da oferta de mão de obra (58%), maior número de funcionários sazonais/temporários (56%), aumento do número de consultores (55%) e o envelhecimento da força de trabalho (50%).
Dos executivos brasileiros, 82% dizem estar usando cada vez mais mão de obra contingente, temporária, sazonal ou de consultores. Além disso, apenas 38% acreditam que essa mudança demográfica no ambiente de trabalho requer mudanças nas políticas de RH.

O levantamento indica ainda que há a expectativa de que o local de trabalho no futuro seja o mais diverso que o mundo já viu. Em 2020, existirão várias gerações trabalhando juntas com diferentes competências, experiências, hábitos e motivações. Além disso, haverá uma parcela maior de profissionais autônomos e prestadores de serviços. Esse cenário complexo representa uma grande oportunidade para empregadores e funcionários.

Para manter funcionários e contratar mão de obra especializada, os empresários brasileiros tentam investir mais em benefícios do que em salários competitivos. Tornar a agenda de horário mais flexível é apontada como melhor solução para 45% dos entrevistados, seguida de local de trabalho flexível (39%) e programas de treinamento complementares (39%). Apenas 35% dos empresários citam salários competitivos como diferencial na seleção.
Ao contrário da maioria das outras partes do mundo, os executivos brasileiros classificaram o número crescente de consultores e profissionais temporários e sazonais como uma das principais mudanças no mercado de trabalho –e principais dificuldades para assegurar o crescimento da empresa.

Segundo eles, esse tipo de mão de obra contribui para a um estilo de gestão de trabalho diferenciado e, para se manterem competitivas, as empresas precisarão fazer desse novo grupo profissionais de alto desempenho. Para conquistar também essa situação investir em amplos programas de treinamento, incentivos que gerem valor e liderança eficaz são fundamentais.

Leia mais informações sobre a pesquisa (em inglês) aqui.

(Com informações da Oxford Economics e da ABRH)

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2 Comentários

Comentários

VALDENIO / 10 de janeiro de 2016 em 23:07

qual seria á formaçao que no futurro sera´ muito importante para o crescimento da economia do nosso país?

VALDENIO / 10 de janeiro de 2016 em 23:08

aréa específica para atuaçao para o mercado de trabalho

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