Pesquisa foca guerra de talentos no Brasil - Monitor da Educação Corporativa
Pesquisa foca guerra de talentos no Brasil
E os executivos de RH respondem qual é sua demanda mais urgente: formação de líderes. Treinamento é visto como necessidade futura
Ilustração da capa do estudo
Ilustração da capa do estudo
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8 - dez - 2014
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A maior preocupação dos executivos de recursos humanos brasileiros está na formação de líderes, que também parece ser a demanda mais urgente em todo o mundo. Apesar disso, quando perguntados sobre qual item tem mais importância futura, o “treinamento e educação” é o mais lembrado. Esses são alguns dos resultados da pesquisa Creating People Advantage 2014/2015: How to Set Up Great HR Functions, relatório anual que explora novas e bem-sucedidas tendências em recursos humanos (RH), realizado pelo Boston Consulting Group (BCG). No Brasil, onde a pesquisa localizou uma clara guerra de talentos, foram ouvidos 53 executivos. No mundo todo, 3.500 executivos de 101 países.

A pesquisa elabora um “ranking das urgências” dos executivos de RH, fazendo recortes por país e por setor da economia. Os brasileiros, além de indicarem como urgência principal a formação de talentos, elegeram em seguida, pela ordem de relevância, as urgências “gestão de talentos”, “cultura e comportamento”, “modelos de carreira e competências” e “premiação e reconhecimento”.

Premiar para não perder

Para Christian Orglmeister, sócio do BCG Brasil e coautor do estudo, a carência de lideranças reflete o momento econômico pelo qual passa o país. “O crescimento econômico recente, em um país com escassez de talentos, gerou uma verdadeira guerra por profissionais de talento. Isso levou muitas empresas a acelerarem a carreira e promover seus gestores, como forma de retenção. No entanto, agora que os ventos da economia mudaram e os desafios são de custos e eficiência, muitos destes gestores não foram preparados para liderar neste contexto”, afirmou ele em nota de divulgação do estudo pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

Outro detalhe observado pelos pesquisadores foi a escolha frequente do item “premiação e reconhecimento” pelos brasileiros. O país foi um dos que posicionaram esta urgência com mais relevância. Para os autores do estudo, isso tem relação direta com a grande ausência de talentos no país, o que justifica também outra urgência considerada relevante pelos brasileiros, a “gestão de talentos”: “O desafio que nós vemos é a enorme falta de profissionais qualificados no Brasil, o que vem restringindo o crescimento do país e, consequentemente, das companhias”, afirmou no estudo Simone Cristina T. Salsa Nunes, gerente de desenvolvimento de pessoas da construtora Queiroz Galvão.

Também chamou a atenção dos pesquisadores a volta do tema de “cultura e comportamento” no Brasil (terceira colocada no ranking). Isso porque, com a guerra de talentos recente, muitas empresas sofreram aumento de turnover, algumas com grande mistura de profissionais vindos de outras empresas. “Como esse foi um movimento muito rápido, estas empresas estão agora tendo que parar e revisitar sua essência e reafirmar seu DNA”, observa Orglmeister no site da ABRH.

Inconsistência nos investimentos

A pesquisa constatou o que classificou como uma certa falta de consistência nas empresas em geral ao elencar seus investimentos, já que itens como “liderança” e “gestão de talentos” estão entre as urgências, porém, quando se avalia os itens que têm importância futura, eles obtém notas apenas medianas, e surgem como mais citados os itens “treinamento e educação” e “processos em RH”.

Leia mais informações sobre o estudo (em inglês e em PDF) aqui.

(Matéria publicada pelo Monitor da Educação Corporativa, com informações do Boston Consulting Group e da ABRH)

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