Especialistas avaliam mudanças no ensino das normas - Monitor da Educação Corporativa
Especialistas avaliam mudanças no ensino das normas
Tendências como a modularização serão propostas ao Ministério do Trabalho para que os cursos das NRs fiquem menos repetitivos e mais atraentes
Normas como a NR-10, sobre instalações elétricas, estão sujeitas a constantes atualizações.
Normas como a NR-10, sobre instalações elétricas, estão sujeitas a constantes atualizações.
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6 - jul - 2014
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Os cursos que nas empresas focam no ensino das normas regulamentadoras (NRs) e dos padrões de segurança precisam se tornar menos repetitivos e mais atraentes ao seu público-alvo. Esse parece ser um consenso entre os especialistas no assunto, e até o final deste ano o Ministério do Trabalho e Emprego receberá um documento com as propostas das confederações nacionais de empresas (da Indústria, Comércio, Agricultura etc), redigido por técnicos da área, propondo estas entre outras alterações na aplicação de cursos sobre o tema.

Entre as mudanças principais, será sugerida a modularização dos cursos, gerando flexibilidade para a aplicação de disciplinas em separado, evitando dessa forma repetir conteúdos. “Hoje há uma grande sobreposição de disciplinas nos cursos das diversas normas. O conteúdo e as cargas horárias não conversam, em prejuízo para o próprio trabalhador”, afirma Clóvis Veloso de Queiroz Neto, Coordenador de Segurança e Saúde no Trabalho na Confederação Nacional da Indústria (CNI) e representante das confederações junto à Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), do Ministério do Trabalho, que discute as questões referentes às NRs.

Disciplinas como as de primeiros socorros ou combate a incêndios, por exemplo, se sobrepõem em normas tão diferentes como as de trabalho em altura, riscos gerais e CIPA, mas que muitas vezes precisam ser ministradas a um mesmo trabalhador. E estas normas possuem outras disciplinas que também precisam ser aplicadas em cursos como os que se referem a espaços confinados e outros. Um trabalhador da construção civil que trabalhe em altura, por exemplo, tem que ser submetido diversas vezes a uma mesma disciplina nos cursos de diferentes normas.

Módulos tornam cursos mais atraentes

“É possível resolver isso com a criação de combos de disciplinas para os cursos. Não faz sentido reaplicar uma disciplina que o colaborador acabou de estudar”, afirma André Delfino Ferreira, analista técnico do Instituto Monitor, de São Paulo, que produz cursos sobre as NRs. Segundo ele, a modularização permite inclusive a aplicação de mais disciplinas em menos tempo, já que estaria sendo eliminada a sobreposição. Outra vantagem da modularização, segundo André, é a possibilidade de utilizar a educação a distância, o que torna mais prático lidar com a exigência de que as disciplinas de um mesmo curso sejam ministradas por profissionais especialistas diferentes.

“Na prática, as escolas já estão modularizando”, afirmou Célio Campos, professor e consultor sobre segurança no trabalho. Para ele, esta é a forma que as instituições que fazem esse tipo de curso encontraram para atender uma demanda crescente, já que “para as empresas vale muito mais a pena pagar um curso do que receber uma multa do Ministério, sem falar no caso de acontecer acidentes por ausência do curso, e com o aumento dos postos de trabalho no país cresce também a procura por esse tipo de formação”.

Clóvis de Queiroz Neto, da CNI, disse que as confederações que ele representa apresentarão ao Ministério do Trabalho e Emprego uma proposta de renovação da matriz de treinamento, durante uma das três reuniões da CTPP que estão para acontecer até o final deste ano. Segundo ele, o documento pretende “que a capacitação seja vista em seu conjunto, e não isolando-se uma norma das demais”.

(Matéria publicada pelo Monitor da Educação Corporativa – www.monitor.org.br)

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