Empresas ampliam treinamento a distância - Monitor da Educação Corporativa
Empresas ampliam treinamento a distância
Metade está levando mais funcionários para cursos do tipo. Redução de custos chega a 66%
Empresas investem em cursos a distância
Cerca de 90% de alunos de cursos corporativos a distância são apoiados pelas empresas em que trabalham (Foto: Marcello Casal Jr. - ABr)
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17 - set - 2014
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Por Paula Cabrera

Os cursos a distância estão em alta no ambiente corporativo. Segundo dados levantados pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), 49% das empresas que utilizam para treinamento a distância para seus funcionários relatam aumento de matrículas nessa modalidade de cursos.

Esse crescimento se reflete no mercado educacional, e já chega a um terço o número das empresas especializadas em realizar cursos corporativos que se dedicam exclusivamente a produzir cursos a distância, segundo o mesmo levantamento da ABED, o CensoEAD.

Organizar cursos e treinamentos a distância pode garantir às empresas um retorno maior, um prazo mais curto e também uma boa economia, segundo especialistas consultados pelo Monitor da Educação Corporativa. Uma pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) que comparou os custos de um mesmo curso no formato presencial a e a distância concluiu que um curso EAD pode custar até 66% mais barato. De outro ponto de vista, uma simulação realizada por pesquisadores do Centro Paula Souza, núcleo de formação profissional de São Paulo, constatou que o ganho em cursos a distância pode chegar a 34% (ver aqui).

Entre os motivos para essa diferenciação apontados pelos coordenadores de cursos a distância estão a idade e o tempo disponível para os participantes desses cursos: os estudantes geralmente são mais velhos e têm menos tempo para participar de aulas. No caso da educação corporativa, junta-se um outra característica da EAD que valoriza esse tipo de curso: a sua grande capacidade de se moldar a situações diferentes (locais, ambientes e horários flexíveis).

“Temos notado que as empresas têm buscado cursos diferentes dos que estão geralmente à disposição. Elas querem um material desenvolvido com mais ênfase em sua atuação. Esse desenvolvimento de material custa mais, no entanto, o maior número de turmas que passarão pelo treinamento conta muito e, no final um programa a distância custa até 40% na comparação com um programa similar presencial”, explica Rosa Trombetta, Coordenadora de cursos eLearning da FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras).

Flexibilidade atraente

Eduardo Alves, diretor do Instituto Monitor, instituição focada em cursos corporativos, diz que os cursos a distância mais procurados pelas empresas são os que têm uma carga horária menor e mais flexível, para que o funcionário possa fazer a capacitação sem perder o foco no trabalho. “Mais de 90% das pessoas matriculadas em cursos a distância têm o apoio de uma empresa que está custeando ou pedindo que eles façam. A empresa não pode dispensar esses funcionários por muito tempo e é comum que o aluno se aperfeiçoe no próprio ambiente de trabalho e já aplique ali o que aprendeu. O ganho para empresa é muito grande, a um custo muito menor. Normalmente, eles fazem o curso nos momentos livres em casa e participam apenas de encontros pontuais presencialmente”, diz o diretor.

O apoio das empresas para esse tipo de curso reflete na pouca evasão verificada pela ABED em cursos do tipo. Segundo a entidade, a evasão em cursos a distância corporativos é de apenas 3%, enquanto em cursos formais autorizados pelo MEC (os de graduação por exemplo) a evasão em cursos a distância chega a quase 12%.

Outro ponto que aproxima os profissionais deste tipo de curso é a diversidade de cursos oferecidos: é possível fazer cursos rápidos, cursos de graduação e de pós-graduação, todos de acordo com o tempo e a necessidade. Isso, segundo o professor Renato Bulcão, conselheiro da ABED, faz com que as necessidades do mercado de trabalho sejam “alcançadas de acordo com a capacidade econômica de cada um”. “Hoje uma graduação a distância gira em torno de R$200 ao mês. A graduação presencial está em torno de R$ 400. Isto infere que a condição econômica é mais importante para a decisão do que outro motivo”, diz Bulcão.

Com o Brasil contando com mais de 1,2 milhão de alunos matriculados nos cursos de graduação a distância, o conselheiro da ABED aponta que a escolha das empresas é facilitar o acesso dos funcionários aos treinamentos e programas em EAD são uma escolha acertada a longo prazo. “O desenvolvimento é muito mais caro, mas ao longo do tempo gera um ganho. Não é questão de gastar menos, mas dar acesso. A conta que sempre fazemos é o objetivo de aprendizagem, o publico alvo. E a partir daí veremos qual a tecnologia que será usada para tornar isso sustentável”, conclui.

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